Deputado Estadual Durval Ângelo

O Brasil do PT e o do PSDB

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Futuro X Passado – 22. Políticas sociais (transferência de renda às famílias - % PIB): FHC, 8,82%; Lula e Dilma, 10,90%


José Prata Araújo

A tabela a seguir mostra o enorme avanço nos gastos com os programas sociais de transferência de renda para as famílias nos governos Lula e Dilma.

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Com Lula e Dilma, transferências de renda passaram de 8,82% para 10,90% do PIB

Entre os anos 2002 e 2012, sem considerar ainda os resultados dos anos de 2013 e 2014, as políticas sociais de transferência de renda nos governos Lula e Dilma passaram de 8,82% para 10,90% do PIB. Em reais significa uma evolução dos gastos sociais de R$ 127,136 bilhões, em 2002, para R$ 478,728 bilhões, em 2012. Estas políticas, combinadas com outras políticas de emprego e renda no setor privado, foram fundamentais para a forte redução da pobreza e ampliação da classe média nos últimos anos.

Dez entre dez órgãos de imprensa e “especialistas” do mercado, que hoje formam a base social dos tucanos, cobram uma dura reversão das políticas de transferência de renda. O jornal O Globo rejeita qualquer ajuste gradual na política do salário mínimo e defende, sem meias palavras, “desmontar a fórmula” de reajuste. Para o jornal Valor Econômico é preciso desvincular o salário mínimo dos benefícios sociais – benefícios previdenciários, Benefício de Prestação Continuada – BPC, seguro-desemprego e abono salarial. O consultor econômico Raul Velloso, “especialista” da grande mídia, abre o jogo do neoliberalismo. Em artigo ao jornal O Globo, em 2012, ele considerou um “inchaço” da máquina pública os milhões de beneficiários dos programas sociais; disse que o orçamento do governo federal virou “uma impressionante folha de pagamentos” aos pobres; criticou o governo Lula que, ao invés de investir no crescimento do país, estaria distribuindo a renda fora de hora e querendo consolidar os direitos numa “CLT social”, e chamou  a oposição demo-tucana `responsabilidade: pregar mudanças no país sem mudar o modelo de Estado voltado para a distribuição de renda “é conversa para boi dormir”.

Não podemos permitir a volta dos fantasmas do passado, que querem suprimir as leis sociais que estão reduzindo fortemente a pobreza a ampliação, como nunca, a classe média brasileira.

Como disse o presidente do PT, Rui Falcão: “A sociedade brasileira quer mudar, mas pensando no futuro e não em um passado que ela repudiou de forma reiterada e contundente nas três últimas eleições presidenciais”.

Veja outros posts da série “Futuro X Passado” no www.blogdojoseprata.com.br, seção “O Brasil do PT e o do PSDB”.