Deputado Estadual Durval Ângelo

Economia

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Desenvolvimento Humano Municipal - IDHM: Brasil saltou de muito baixo para alto desenvolvimento em 19 anos


Foram divulgados recentemente os dados de 2010 do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – IDHM, que mostram avanços vigorosos na qualidade de vida do povo brasileiro nos últimos 19 anos, em particular nos governos do PT. O IDHM tem as seguintes faixas: Muito Alto (acima de 0,800); Alto (0,700 até 0,799); Médio (0,600 até 0,699); Baixo (0,500 até 0,599) e Muito Baixo (0,000 até 4,999). Nos últimos 19 anos, de 1991 até 2010, o Brasil passou da faixa de Muito Baixo Desenvolvimento (0,493) para Alto Desenvolvimento (0,727). 

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Marcelo Neri: “Os indicadores sociais estão para o Brasil como o crescimento econômico está para a China nesse período”

O presidente do IPEA, Marcelo Neri, especialista em políticas sociais, concedeu ao blog Conversa Afiada uma entrevista, onde expõe os enormes avanços da qualidade de vida do povo brasileiro. Ele qualifica de vigoroso o crescimento do IDHM entre 1991 e 2010: “Para você ter uma ideia, em 1991, 85% dos municípios brasileiros estavam com o IDH em ”Muito Baixo” e, em 19 anos, esse número caiu para 0,6%. Quer dizer, de 85% para 0,6% é uma mudança espetacular. Como o IDH é uma medida sintética – ele reflete educação, saúde e renda -, na verdade, ele congrega todo o conjunto de ações públicas da sociedade. Ele sintetiza todas as transformações humanas dos 20 últimos anos. Os avanços que mais chamam a atenção são os dados da expectativa de vida nesses 19 anos: nove anos – os brasileiros estão vivendo nove anos a mais. Isso se deve à queda da mortalidade infantil, que eu acho que é a grande conquista da última década: ela caiu 46%, por causa da melhoria do acesso a serviços médicos e à constituição do SUS, entre outras coisas. Nós tivemos um aumento na renda, durante a última década, de 220 reais por brasileiro – saiu de 500 para 700 e pouco por brasileiro (R$ 767,02 segundo o IBGE)”.

“Esses são reais de 2010, de agosto de 2010, é um crescimento em termos reais de quase 40% em uma década. Isso se dá pela melhora trabalhista, a geração de empregos, o aumento dos salários, mas também pelos programas como o Bolsa Família. Melhora trabalhista é o aumento da ocupação – principalmente do emprego com carteira assinada -, principalmente a partir de 2004, quando passou, praticamente, a dobrar o número de empregos com carteira a cada ano. Na verdade, o Brasil tem avançado no aumento de emprego e no aumento de salário. Se a gente olhar os indicadores sociais, há redução de pobreza porque cresceu e reduziu desigualdade. No fundo, Brasil está fazendo uma espécie de um caminho do meio. Ele está se beneficiando de fatores econômicos, mas, também, de políticas sociais mais avançadas. Então, ele (o IDHM) sintetiza avanços em várias frentes, de vários tipos de agentes: governos; sociedade civil; trabalhadores; empresário e  isso em cada recanto do País”.

Carteira assinada é o grande símbolo da mudança

“A carteira assinada foi o grande símbolo da mudança, mas isso mais recentemente, do fim da eleição de 2003 pra cá. Eu acho que esse foi o grande avanço. Na década de 90, houve uma crise trabalhista, na segunda metade (dos anos 90), (já que) houve uma informalização, uma perda de direitos trabalhistas na primeira metade da década. Então, é uma conquista mais recente essa geração de emprego formal. Apesar disso, a renda aumentou nos anos 90, e pode ser que a aposentadoria rural, a lei orgânica de assistência social tenham sido mais importantes. Nos últimos anos, além da expansão do emprego formal, tem o Bolsa Família que tem um papel importante principalmente para os mais pobres, para os municípios mais pobres”.

A continuidade dos avanços no governo Dilma

“É um período, sem dúvida, de continuidade desses avanços mais acelerados. Apesar de o PIB não ter tido nesses dois últimos anos uma expansão como teve entre 2004 e 2010, mas a renda das pessoas, o ganho trabalhista e a geração de empregos formais avançaram bastante. Do outro, você teve uma maturação (e programas) e novas agendas, como a agenda da primeira infância, com o Brasil Carinhoso e, mais recentemente, o Mais Médicos. Uma série de novas ações sociais cujos impactos ainda não estão presentes nesse relatório. A mensagem que a gente tira desse período é que o Brasil até 1980 era o segundo país em crescimento econômico no mundo, mas os indicadores sociais ficaram para trás. Nesse período (de 1991 a 2010), a gente mostra um crescimento da renda das pessoas, até maior do que o do PIB. Em particular, nos últimos dez anos. Os indicadores sociais estão para o Brasil como o crescimento econômico está para a China nesse período”.

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